.AVISO!
Olá, eu estou aqui para informar que a história contem em algumas partes, cenas (como é que eu vou dizer) "hot", eu tou avisar pois não responsabeliso por danos morais.

Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009
Capitulo6_II

 A tarde estava estranha. Sentia-se tensa.

Quando carregou a bandeja de ovos pochê e café para a sala, percebeu que o fogo estava estalando com violência na grade da lareira e Zac, de calça caqui e camisa de lã preta, estava ajoelhado colocando mais carvão no fogo.

- Oh! - ela disse. - Eu já ia fazer isso.

- De agora em diante, eu faço. - Ele lançou-lhe um sorriso rápido quando se levantou, acrescentando: - Não quero que você estrague suas mãos, cara. Ou faça algo que dê ao seu admirador mais uma desculpa para aparecer.

- De uma vez por todas, ele não é meu admirador.

- Não mais, certamente - ele concordou, sentando-se à mesa.

Ela estava tentando pensar em uma resposta adequada quando sua atenção foi desviada.

- Oh, Deus!, está nevando novamente.

- Isso é um problema? - Zac serviu-se de café.

 - Seu carro - ela disse. - Achei que fôssemos conseguir sair daqui.

- Para onde? - Ele parecia educadamente interessado.

- Isso importa? Para longe daqui. Afinal de contas, nós dois temos de voltar às nossas vidas.

-Não, caríssima. A previsão do tempo no jornal avisa que as estradas nesta área estão intransponíveis. Além disso, foi você quem tomou a decisão de vir para cá.

- Não fazia idéia de que seria assim - ela disse balançando a cabeça. - Oh, Deus!, fui uma idiota. Devia ter me dado conta de que era uma armadilha.

- É assim que você vê isso aqui? - Zac perguntou. - Pois eu acho delicioso. Um lugar remoto, tranqüilo. Ideal para se começar uma.vida de casados. Você não acha?

- Você não quer saber o que eu acho - ela disse amargamente.

- Talvez - ele disse -, se você relaxasse um pouco, Vanessa, poderia aproveitar a estada aqui também.

Quando terminou a refeição, Zac limpou a mesa e levou a louça para a cozinha. Vane seguiu-o e encontrou-o na frente da geladeira olhando para o frango.

Ele disse:

- Você quer cozinhar isso em vinho? Quer que eu pegue na adega?

- Não, obrigada. Só vou assar.

- E estes são os legumes? Quer que eu ajude a prepará-los?

- Não precisa. - Ela hesitou. - Esta cozinha é muito pequena.

Houve um breve silêncio. Depois, ele disse, de forma cortês:

- Claro. Perdoe minha intromissão. Ele desapareceu na sala.

Depois de limpar a cozinha, Vane também foi para a sala. Zac estava concentrado no jornal.

Ela sentou-se no sofá à frente dele e ficou observando as chamas da lareira. Mas percebeu, depois de um tempo, que estava lançando olhares discretos para Zac. Nunca tinha passado tanto tempo sozinha com ele. E por pelo menos metade desse tempo estivera nua.

- Você sabe jogar xadrez? - ele perguntou repentinamente.

- Sei movimentos básicos - ela disse.

- Gostaria de aprender?

- Não, obrigada. Sempre preferi gamão.

- Sim - ele disse. - Lembro-me disso. - Ele fez um breve silêncio. - Tem um jogo de gamão lá no armário, se quiser jogar.

- Oh, não. Só joguei contra meu pai.

- E um adversário diferente está, certamente, fora de questão - ele disse sem expressar emoção alguma.

Houve outro silêncio.

- Existem livros aqui, e trouxe outros comigo - Vane mencionou. - Estão lá em cima.

- Livros românticos para mulheres? Ela disse friamente.

- Um deles é Anna Karenina. Não acho que entre nessa categoria. E também têm algumas histórias de detetive. Pode pegar emprestado se quiser.

- Grazie - ele disse. - E também tem um rádio, um baralho e três quebra-cabeças. Mesmo sem televisão, não nos faltam opções de diversão - ele acrescentou com escárnio.

 - Sem momentos de tédio - Vane comentou e levantou-se. - Vou pegar os livros.

Ficou surpresa quando entrou no quarto e viu a cama feita, como se nunca tivesse sido usada. Era a última coisa que esperava de Zackary.

Ela tirou a mala do armário e virou-se quando colidiu violentamente com Zac de pé ao seu lado.

A boca ficou seca.

- O... o que você quer?

- Ajudar você - ele respondeu pegando a mala da mão dela. - O que mais poderia ser?

Ele saiu do quarto e desceu as escadas. Vane seguiu-o. Ela disse:

- Desculpe. Eu... eu pensei...

- Eu sei o que você pensou. Mas estava errada.

- Mas você não consegue ver por que quero sair daqui? - Ela olhou para ele de forma defensiva. - É muito apertado! E se continuarmos a nos esbarrar vai acabar levando a algum desentendimento.

- Só na sua cabeça, cara. - Ele parecia entediado. A atenção agora estava focada no conteúdo da bolsa de livros. Ele escolheu a obra mais recente de Patricia Cornwell, que Vane tinha reservado mentalmente para si.

Mas não iria comentar. Qualquer coisa que deixasse a mente dele longe dela era um bônus.

Foi um alívio quando pôde desaparecer na cozinha para preparar a refeição.

Mas assim que o frango começou a chiar no forno e que os legumes ficaram prontos não havia nada mais para impedi-la de voltar para seu lugar na sala.


 

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publicado por Sandra.linda às 14:18
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